segunda-feira, 19 de novembro de 2012

[Drops 03] O que é “transparência”? E qual é a empresa mais transparente do mundo?




De acordo com a norma mundial de responsabilidade social, a ISO 26000, a palavra “transparência” é definida no mundo dos negócios como “franqueza sobre decisões e atividades que afetam a sociedade, a economia e o meio ambiente, e o desejo de comunicá-las de forma clara, precisa, oportuna, honesta e completa”.1

Conceitualmente, a transparência pode ter um significado mais abrangente ao incluir também a ausência de corrupção e o fato de saber ouvir e considerar as opiniões e expectativas dos públicos de relacionamento nas decisões organizacionais.2

Recentemente a ONG Transparency International - que tem como missão promover a diminuição da corrupção global - divulgou um estudo3 sobre a transparência das 105 maiores multinacionais de capital aberto do mundo (FORBES, 2010), com operações ou subsidiárias em mais de um país, de acordo com os seguintes critérios:

a) Divulgação pública dos programas anticorrupção da organização - e que inclua o tratamento de questões relacionadas a suborno, pagamento de facilitações, proteção aos informantes e contribuições políticas

b) Promoção da transparência organizacional, incluindo informações sobre as suas participações societárias

c) Publicação de relatórios abrangendo todos os países de atuação

A norueguesa Statoil foi considerada a multinacional mais transparente do mundo, obtendo 8,4 pontos numa escala de zero a 10. A lista incluiu também três empresas brasileiras: Bradesco (4,8 pontos), Petrobras (4,7 pontos) e Vale (4,7 pontos).

Conheça o trabalho da Transparency International clicando no link abaixo (legendas em português):





Referências:

1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 26000:2010: diretrizes sobre responsabilidade social. Rio de Janeiro: ABNT, 2010. 110 p.

2 ALMEIDA, Fernando. O Bom Negócio da Sustentabilidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. 191 p.

3 TRANSPARENCY INTERNATIONAL. Transparency in Corporate Reporting: assessing the world’s largest companies. 2012. Disponível em: www.transparency.org/news/feature/shining-a-light-on-the-worlds-biggest-companies. Acesso em: 31 Jul. 12.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

[Drops 02] Sabão vem da árvore ou da Unilever? Conheça a reetha, a novidade que vem da Índia e que você nunca imaginou existir.


Reetha: a surpresa que vem da Índia

Sustentabilidade é uma jornada de descobertas e redescobertas.

Certa vez fui convidado pelo meu amigo Luciano Pacheco para realizar um simpático workshop sobre o tema com os professores do Colégio Paulo Freire, em Niterói. Lá soube da história de um menino de cinco anos que, no primeiro dia de aula, ao ver o galinheiro da escola, apontou para uma galinha e disse: "Mãe, olha lá uma Knorr!”.

Como professor, tenho a oportunidade de ouvir muitas histórias. Uma outra é sobre aquele garotinho que, indagado se sabia de onde vinha o leite, respondeu prontamente: "Do supermercado!”.

Bom, conto estas duas histórias reais para ilustrar a minha total e absurda surpresa ao conhecer a reetha (pronuncia-se "ríta”, com o "i” mais longo). Se tivessem me perguntado de onde vem o sabão, eu poderia ter respondido, de forma mais sofisticada, algo como: "Vem da Unilever”. Porque jamais imaginaria na minha vida encontrar uma semente que produz... sabão! "Mãe, olha lá um Omo Total!”.

Também conhecida como soapnut ou soapberry, a reetha é usada desde a antiguidade na Índia para escovar dentes e lavar cabelos e roupas. Mariana Kohler, Giselle Paulino e eu usávamos todos os dias para lavar os pratos e talheres - alguns deles bem engordurados - utilizados nas refeições em Bija Videapeeth, a escola de sustentabilidade fundada pela indiana Vandana Shiva em parceria com o Schumacher College, do Reino Unido.

Uma das coisas mais importantes sobre a reetha é que seu uso não tem contraindicações e não trás contaminações ao solo.

Veja o vídeo e aprenda como usar:




Para saber mais sobre a reetha acesse:


Para conhecer a escola Bija Videapeeth, na Índia:


[Publicado originalmente no site Plenitude Social em 09 de agosto de 2012]



[Drops 01] Solo, Ser e Sociedade - Satish Kumar


Solo, Ser e Sociedade - Satish Kumar, 2008


O indiano Satish Kumar adota o Soil, Soul & Society [Solo, Ser & Sociedade] como modelo para promoção de uma vida sustentável.
Diferentemente do Triple Bottom Line [Linha dos Três Pilares, tradução que não "pegou” no português], do inglês John Elkington, não se constata aqui uma dimensão específica para os valores monetários. Como assim? Não aprendemos que a sustentabilidade se apoia nas dimensões social, ambiental e econômico-financeira?
Satish diz que as organizações são frutos das ações humanas coletivas e, portanto, devem pertencer à dimensão “sociedade”. Sendo assim, as perguntas mais importantes neste novo modelo são: De que forma as organizações se constituem um serviço ao ser humano? E de que forma elas entendem que a sua relação com a natureza não é a de posse, mas de tutela para as futuras gerações?

Saiba mais sobre o Solo, Ser e Sociedade na voz do próprio Satish Kumar:


[Publicado originalmente no site Plenitude Social em 05 de julho de 2012]