terça-feira, 19 de novembro de 2013

[Drops 10] Livro "Cuidado e Sustentabilidade"

Livro "Cuidado e Sustentabilidade". Editora Atlas, 2013.

O Projeto Cuidado nasceu em 2005 com a publicação do livro "O Cuidado como Valor Jurídico", pela Editora Forense, com a intenção de disseminar o princípio do Cuidado, hoje tido como valor jurídico, e aprofundar o estudo teórico e as aplicações práticas. 

Desde então, duas outras publicações foram realizadas pela Editora Atlas: "Cuidado e Vulnerabilidade" e "Cuidado e Responsabilidade", duas propostas interdisciplinares, reunindo autores de diferentes áreas do saber. Uma iniciativa dos Professores Tânia da Silva Pereira e Guilherme de Oliveira, respectivamente Professora de Direito da UERJ e Diretora do IBDFAM e Professor da Universidade de Coimbra representando respectivamente Brasil e Portugal.

A presente edição, "Cuidado e Sustentabilidade" foi lançada em parceria com o Instituto PARES e reúne 28 capítulos de 42 diferentes autores. O meu capítulo, "A Ética da Sustentabilidade", reúne alguns posts já publicados aqui no Drops de Sustentabilidade, acrescenta outras ideias e iniciativas e se constitui uma tentativa de fazer emergir alguns norteadores para o exercício de uma ética voltada para a promoção da sustentabilidade.

O lançamento será no dia 25 de novembro de 2013, segunda-feira, na bela casa do Instituto Pares, situada na Rua das Palmeiras, 35, em Botafogo, Rio de Janeiro. Às 18h teremos uma roda de diálogo entre os autores e convidados e às 20h um momento de autógrafos. 

Os interessados em participar da roda de diálogo devem confirmar a sua presença com Eliane Lopes em contato@pares.etc.br até 21/11. São vagas limitadas.

[Texto original: Instituto Pares]


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

[Drops 09] [Re]Definindo Sustentabilidade


Sustentabilidade, Fritjof Capra, 2013


O termo triple bottom line foi criado em 1994 pelo sociólogo inglês John Elkington e trouxe não somente um norte para a sustentabilidade ao mundo dos negócios como também um grande problema de interpretação, causado pelas próprias organizações: que tudo pode ser produzido de forma sustentável, tema que já foi abordado no nosso post Mísseis e cigarros sustentáveis? Como assim?.

Lembrei desta questão quando li hoje no Portal CarbonoBrasil as palavras de Fritjof Capra no 10o. Congresso Brasileiro de Direito Socioambiental e Sustentabilidade, ocorrido em 1o de agosto de 2013, em Curitiba, sobre o que é e o que não é sustentabilidade:

Sustentabilidade não seria “o que os economistas gostam de falar - sobre crescimento econômico e vantagens competitivas”. Esclareceu: “Uma comunidade sustentável deve ser desenvolvida de forma que a nossa forma de viver, nossos negócios, nossa economia, tecnologias e estruturas físicas não interfiram na capacidade da natureza de sustentar a vida. Devemos respeitar e viver de acordo com isto”.

O lucro deve ser visto como consequência deste bom entendimento. Obviamente que podemos entender que o câncer e que a morte são partes do ciclo da natureza, mas daí a entender que o meu negócio pode continuar matando e provocando doenças, só que com mais responsabilidades... já se constitui uma falha no ponto de partida para a aplicação do conceito de sustentabilidade no mundo dos negócios.

Saúde e vida para todos nós!

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

[Drops 08] Em quem você confia mais? Nos executivos ou nos funcionários de uma organização?

Pesquisa Edelman Trust Barometer 2012

Imagine que algumas pessoas estão lhe dando informações sobre determinada organização: em qual delas você confiaria mais?

A pesquisa Trust Barometer 2012, da Edelman, revela que, hoje, a palavra de um funcionário é mais confiável do que a palavra de um executivo da mesma organização. E que a palavra de autoridades e funcionários governamentais é a menos confiável de todas.

De acordo com a publicação, com a queda de confiança observada em executivos e representantes do governo, as pessoas estão mais uma vez voltando-se para os seus pares: “Uma pessoa como você” agora aparece como uma das três vozes mais confiáveis ao referirem-se a determinada organização. Seria uma consequência do “Mundo CNN”?

A pesquisa destaca também que “organizações inteligentes irão tirar proveito desta dispersão de autoridade. Elas irão conversar primeiro com os seus funcionários e capacitá-los para conduzir diálogos entre os seus pares sobre a empresa e seu papel na sociedade”.


E bom dia a todos os meus pares, cada vez mais importantes e reconhecidos na criação e divulgação de negócios mais justos, responsáveis, sustentáveis e - muito importante - confiáveis!

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segunda-feira, 25 de março de 2013

[Drops 07] Estamos preparados para o "Mundo CNN"?



O "Mundo CNN" - John Elkington, 2001

          
No seu livro “Canibais de Garfo e Faca”, lançado no Brasil em 2001, o sociologista inglês John Elkington usa a expressão “Mundo CNN” para nomear o nosso atual momento, extremamente conectado, onde a presença maciça das novas tecnologias da informação incapacita as organizações de manterem seus segredos por muito tempo.

Ele alerta que esse novo mundo é fruto de uma revolução baseada na transparência e que isso não se constitui uma garantia de vida tranquila: muito pelo contrário, dadas as suas proporções globais, esta revolução estaria “fora de controle”. Basta lembrar a importância do Facebook nos recentes acontecimentos do Egito para entender isso.

Especificamente em relação às organizações, Elkington ressalta que o novo ambiente que torna o aquário corporativo transparente para o mundo inteiro é o mesmo que poderá também distorcer a sua visão - e quanto mais extremo for o ângulo de visão, maior será a sua distorção. Organizações que passaram pela crítica severa do público e tiveram medo de perder parte de suas licenças para operar identificaram que a abertura honesta e transparente pode auxiliar imensamente na construção ou reconstrução do apoio público.

O poder, a escala e as oportunidades de transformação social nunca foram tão intensos e abrangentes. E cada um pode contribuir para a formação de um mundo mais justo, viável e vivível.*

Conheça mais sobre o "Mundo CNN" na entrevista que Cid Alledi Filho concedeu ao Canal Futura no dia 29 de março de 2013 - Programa Conexão Futura, com Cristiano Reckziegel: 





Para ver a entrevista no site do Conexão Futura: http://www.conexaofutura.org.br/videos-do-conexao/mobilizacao-em-rede. No Youtube: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0QsELOPWXdU

*Texto extraído do artigo “Plataformas digitais para a mobilização em prol de causas sociais”, apresentado no primeiro encontro da série Diálogos Sociais 2013, no SESC Copacabana, Rio de Janeiro, em 26 de março de 2013, às 19h.

Os Diálogos Sociais é um evento mensal aberto ao público promovido pelo CIEDS e SESC Rio, participe! http://www.sescrio.org.br/noticia/11/03/13/plataformas-digitais-para-mobilizacao-em-prol-de-causas-sociais e www.cieds.org.br/dialogossociais.

Aproveite para baixar gratuitamente a publicação sobre os "Diálogos Sociais 2012". Nela você fica conhecendo o que aconteceu de mais importante nas reuniões mensais realizadas no ano. Temas como FIB, limites de atuação entre governo, empresas e terceiro setor e lei da transparência, dentre muitos outros: http://www.cieds.org.br/docs/publicacao-dialogos-sociais.pdf


segunda-feira, 11 de março de 2013

[Drops 06] As três dimensões da sustentabilidade não têm pesos iguais




Uma vez tive o prazer de encontrar o meu querido amigo Hugo Penteado num voo extremamente turbulento entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Enquanto a tempestade criava uma tensão natural em todos que estavam naquele avião, Hugo me chamou a atenção para aquelas coisas óbvias que teimamos em esquecer: que existe uma hierarquia nas três dimensões da sustentabilidade, elas não têm o mesmo peso. “Primeiro vem a dimensão ambiental, depois a social e só depois a econômico-financeira”.

Muito simples e muito sábio - e muito fácil de se esquecer quando aplicado ao dia a dia dos negócios.

Para nos ajudar nesta questão, a ISO 26000 lembra que “o objetivo do desenvolvimento sustentável é atingir um estado de sustentabilidade para a sociedade como um todo e para o planeta. Não diz respeito à sustentabilidade ou viabilidade permanente de uma organização específica”.

Bons negócios!