sábado, 19 de dezembro de 2015

[Drops 18] Novo Livro “Transformação Organizacional para a Sustentabilidade" - INOVARSE 2015


Livro “Transformação Organizacional para a Sustentabilidade: desenvolvendo um
sistema de gestão de responsabilidade social”, INOVARSE 2015 (Benício Biz, 2015)


O novo livro “Transformação Organizacional para a Sustentabilidade: desenvolvendo um sistema de gestão de responsabilidade social” é fruto do INOVARSE 2015 e está com download gratuito aqui.

Editado pela Benício Biz, a publicação é uma coletânea de 22 artigos científicos de diversos autores da Argentina, Brasil, Chile, Espanha, França e Portugal que revelam seus variados olhares sobre a gestão socialmente responsável.

Ele tem o propósito de ser uma contribuição à sociedade para a aplicação dos conhecimentos relativos à responsabilidade social e sustentabilidade, sobretudo para aquelas pessoas que tem por atribuição elaborar, implantar ou aprimorar a gestão responsável nas organizações.

Aproveite para conhecer o simpático vídeo sobre o INOVARSE 2015: 



Abraços a todos!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

[Drops 17] O Duplo Sentido do Engajamento


O Duplo Sentido do Engajamento


Responda rapidamente: Se você tivesse que sugerir uma imagem para a palavra “engajamento”, qual seria ela? Vale um símbolo, um logotipo ou uma palavra também.

No evento da GRI sobre o tema ocorrido semana passada no Centro de Convenções SulAmérica, aqui no Rio de Janeiro, as respostas foram variadas: “pessoas”, “um abraço”, “uma ciranda”, “uma roda” e “braços levantados” foram algumas das sugestões apresentadas.

Se analisarmos os significados do verbo “to engage” (engajar), que dá origem à palavra “engagament” (engajamento), podemos sugerir as imagens de dois pares distintos de argolas de metal como ilustração ao termo: duas alianças ou duas algemas.

Engajar pode representar tanto um noivado quanto um aprisionamento. Isso mesmo! [Recentemente, em tom de brincadeira, um aluno que estava noivo fez a seguinte observação em sala de aula: "Cid, prisão e noivado é a mesma coisa!". Rimos muito.]

De acordo com o Dicionário Michaelis, o verbo tem vários significados: 

Engage vt+vi 1. Empenhar, dar a palavra, comprometer(-se). to be engaged / estar comprometido. 2. Combinar noivado, contratar casamento. 3. Atarefar, encarregar, incumbir. 4. Ocupar(-se), entregar-se ao trabalho, dedicar-se. I am engaged on Monday / eu tenho um compromisso para segunda-feira. 5. Empregar, contratar, engajar, assalariar. 6. Encomendar, reservar (lugares no teatro, quarto em hotel, etc.). 7. Prender, segurar, atrair, cativar. I engaged him in a conversation / travei conversa com ele. he engaged my sympathy / ele cativou minha simpatia. 8. Ocupar, requerer, exigir. he was engaged in writing / ele estava ocupado escrevendo. 9. Encaixar, engatar, engrenar em. 10. Iniciar o ataque, empenhar em combate, manter contato com o inimigo.

A mesma dualidade é encontrada no significado da palavra em português, com uma tendência mais imperativa em contratar, aliciar e alistar-se, e mais colaborativa em dedicar-se, tomar parte em e comprometer-se, sendo este último usado na esfera do militarismo. 

Da próxima vez que você falar em engajamento, lembre-se de fazer esta pergunta: qual o sentido que estou dando ao termo? Vamos aprofundar isso mais adiante.

Desejamos ótimos e construtivos relacionamentos para todos nós!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

[Drops 16] Informação, Conhecimento ou Sabedoria?


Fritjof Capra: Informação, Conhecimento ou Sabedoria?


Em março de 2002, o físico e escritor Fritjof Capra esteve no Brasil e fez uma palestra aberta ao público no auditório da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.

Neste encontro ele afirmou que raramente via televisão e explicou o motivo: é que a televisão traz muitas informações num curto espaço de tempo, muitas delas desnecessárias, e que isso é um tipo de coisa a ser evitada. E que, sim, ele ligava a televisão de vez em quando para ver documentários e um ou outro programa interessante.

O objetivo desta prática era filtrar a quantidade de informações, pois, segundo ele, “o excesso de informação não conduz necessariamente ao conhecimento. E o excesso de conhecimento não conduz necessariamente à sabedoria”. E que a sabedoria seria fundamental para enfrentarmos os complexos problemas relativos à sustentabilidade.

Num momento de “Mundo CNN”, onde a comunicação é global e a revolução pela transparência imperativa, fica a pergunta: estamos nos tornando pessoas mais informadas? Mais cultas? Mais sábias?

sábado, 21 de março de 2015

[Drops 15] Novo livro "Responsabilidade Social Organizacional"



Responsabilidade Social Organizacional: modelos, experiências e inovações


Hoje foi o lançamento oficial do livro "Responsabilidade Social Organizacional: modelos, experiências e inovações", na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, RJ. Foi durante a aula inaugural da nova turma do Mestrado em Sistemas de Gestão, do LATEC.

De acordo com Osvaldo Quelhas, um dos organizadores da publicação, "o livro constitui-se um legado tangível para a sociedade, tanto impresso quanto digital, do somatório de inovações abordadas no âmbito do INOVARSE -Responsabilidade Social Aplicada", um evento conjunto LATEC-UFF, FIRJAN e Petrobras realizado em 2014 no Rio de Janeiro.

Publicado pela Benício Biz, o livro reúne 24 artigos científicos de quase 60 autores, divididos em cinco grandes aéreas temáticas voltadas para a promoção da responsabilidade social e da sustentabilidade: gestão, integridade, diversidade, engajamento e perspectivas.

O livro encontra-se para download gratuito aqui.

Boa leitura!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

[Drops 14] Feliz com o seu Nespresso?


Feliz com o seu Nespresso? 
Foto original de: SHLABOTNIK, Joe. Nespresso, what else ? ;-). 27 Fev. 08.
Licenciado sob CC BY-SA 2.0 via Wikimedia Commons. Disponível em: WIKIMEDIA COMMONS. http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Nespressotab.jpg. Acesso em: 13 Fev. 15.


Ver um anúncio com George Clooney convidando para tomar um Nespresso soa como algo muito bom. Porém o ato pode não ser tão bacana assim. 

A produção de café em cápsulas é uma tendência crescente e isso tem trazido graves consequências ambientais.

Só para você ter uma ideia da dimensão dos números, em 2013 a norte-americana Keurig Green Mountain produziu 8,3 bilhões de cápsulas de café (chamadas de "K-Cups"), quantidade suficiente para, se enfileiradas, dar 10 voltas e meia no globo terrestre. E em 2014 a produção aumentou para cerca de 9,8 bilhões, ampliando o enorme impacto negativo no meio ambiente.

Em seu site, a empresa informa que gostaria muito que o seu produto fosse 100% reciclável, porém, dada a complexidade das operações, admite que isso somente deve acontecer por volta do ano 2020.

Com o propósito de alertar à sociedade sobre as graves consequências causadas pelo crescente consumo de café em cápsulas, Doug Leblanc, proprietário da pequena Social Bean Gourmet Coffee, lançou a campanha “Kill the K-Cup”. 

Veja o vídeo produzido pela Egg Studios:  






Mais:

Confira a reportagem original da The Huffington Post

Saiba mais sobre o início da campanha “Kill the K-Cup”.

E aproveite para conhecer a iniciativa de reciclagem das cápsulas de Nespresso.

Ah, sim! Já que amanhã começa o carnaval no Brasil, ainda dá tempo de aprender com Mara Moreira a fazer criativas bijuterias com as cápsulas de Nespresso que você usou e guardou durante o ano passado. Você guardou todas elas, certo?

Desejo um ótimo café e um ótimo carnaval para todos nós!



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

[Drops 13] Slow Food

Slow Food - Bom, Limpo e Justo


O Slow Food (“comida lenta”) foi fundado nos anos 80 pelo jornalista italiano Carlo Petrini como contraponto ao estilo fast food (“comida rápida”) de alimentação.

O movimento tem como objetivo conscientizar o gastrônomo como um coprodutor dos alimentos, despertando uma maior responsabilidade nas ações relacionadas à produção e consumo. Um produto de qualidade tem que ser bom, limpo e justo.

Para Petrini, um alimento bom tem que ser bom para o paladar e para a mente: “O bom tem características organolépticas superiores, as melhores que podem ser obtidas respeitando-se os critérios de naturalidade. A tarefa do novo gastrônomo é respeitá-las, aprender a reconhecê-las, produzi-las ou favorecer sua produção de acordo com a cultura em que vive e preferi-las sempre. O bom é o respeito pelos outros e por si mesmo”.

Um alimento limpo refere-se aos métodos de produção e transporte: “O produto é limpo se respeitar a Terra e o ambiente, não poluir, não desperdiçar ou superutilizar recursos naturais em seu percurso do campo à mesa. Em termos mais técnicos, um produto é limpo na medida em que sua produção for sustentável”.

O último critério, o justo, refere-se “à justiça social, ao respeito pelos trabalhadores e seu know-how, à ruralidade e vida no campo, às compensações adequadas ao trabalho, à gratificação ao produzir bem e ao resgate definitivo da figura do camponês, cuja posição na sociedade, historicamente, sempre foi considerada a última”.

Inicialmente voltado para a gastronomia, o Slow Food cresceu e deu origem ao Slow Movement, que abraça diversas iniciativas em diferentes áreas: Slow Cities, Slow Living, Slow Science, Slow Magazine... E também o Slow Food Brasil.

Em relação aos negócios, já existe a The Slow School of Business: “Por que ‘lento’, você perguntaria? Em um mundo onde as mudanças rápidas, os lucros rápidos e o pensamento de curto prazo dominam, o movimento slow defende uma mudança cultural no sentido de abrandar. É uma ideologia que defende que o rápido não é o melhor, e que uma abordagem consciente e com atenção plena muitas vezes produz resultados mais rápidos e melhores”.

Recentemente uma aluna classificou as minhas aulas como Slow Class. Como fiquei feliz!


Fonte: PETRINI, Carlo. Slow Food: princípios da nova gastronomia. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009. 245 p. Traduzido de: Buono, pulito e giusto: pincipî di nuova gastronomia, 2005.